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Ensaios

O casamento da minha primeira neta

Por Luis Gaj

·14 min de leitura

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PARTE UM

Após decorrido um longo período de namoro entre a Ju e o Ma, e nada de se falar em compromisso ou casamento.

Olhando de longe pensei naquele ditado: namorar muito, noivar pouco, casar-se nunca.

Na concepção da minha geração, desatualizada com os tempos atuais, dormir juntos antes do casamento era inadmissível, e em alguns lugares até andar de mãos dadas na rua era indecoroso. Antes de casar com a Eva, a minha sogra Dona Wally, tinha educado a sua filha, minha namorada, a somente permitir consumir o ato depois de casar ou então depois de formalizar a intenção, e marcar a data do casamento. Minha sogra dizia que se já tem tudo, então não precisas casar. Nos costumes daqueles anos a moralidade e o respeito eram muito destacados e para não ser criticadas, as pessoas respeitavam ou pelo menos salvavam as aparências.

Assim pensei que vendo eles dormirem juntos alternativamente, na casa dos pais dela, ou na casa dos pais dele, que o namoro deles seria uma aventura passageira. Eles estavam sempre muito unidos e criaram juntos no Instagram um site de viagens pelo Brasil, descobrindo lugares paradisíacos, na natureza e divulgavam para quem quiser planejar uma próxima aventura. Assim não percebi a harmonia desse namoro de 7 anos, precisava mudar de mentalidade, fazer Metanoia, para entender que a forma de pensar e viver na época atual tinha sofrido grandes transformações nos costumes, quando comparadas com a década de 1950, que foi quando namorei e me casei. Fui absorvendo gradativamente os novos procedimentos, absorvendo sem criticar, aprendendo e incorporando as profundas transformações, não somente nos costumes, mas também na forma de vida.

Ao pensar que 50 anos atrás, morando na Granja Viana e querendo fazer uma ligação para São Paulo, era necessário solicitar à telefonista e demorava algumas horas para completar a chamada, notamos que os tempos mudaram muito.

Mas voltando aos costumes, fui absorvendo as novas formas, aceitando e aproveitando as novas tecnologias e adaptando a vida aos tempos modernos.

Como pudemos notar, este não foi um simples casamento!

Como Daniel contou em seu discurso, um ano antes do casamento, muito delicadamente o Marcelo veio falar com os pais da Julia, entregando uma carta em que solicitava formalmente em dia que ela não estava, que estava solicitando autorização para casar com ela. e solicitando a mão da Julia. Poucos dias depois eles viajaram para uma praia paradisíaca e então ele ajoelhado se declarou e solicitou se ela aceitava casar com ele.

A partir deste momento foi marcado a festa de noivado oficial, na casa do Daniel e da Deby , com comes e bebes, muita música, alegria e dança. O noivado foi um sucesso, com a presença de família mais íntima e amigos dos noivos. Os discursos nessa noite foram preparados por Gabriel, irmão da noiva e Felipe, irmão do noivo.

A partir desta ocasião foram iniciados os preparativos para o casamento.

Naturalmente foi agendado primeiro o casamento civil e incluso religioso, que foi realizado na casa dos pais do Marcelo, Neli e André, que gentilmente ofereceram a casa, que ficou cheia de convidados e familiares dos dois lados.

O Juiz de paz que realizou o casamento chamado Claudio cumpriu adequadamente as formalidades do casamento civil e o Ale, que foi Chazan da CIP, falou mais na linha das cerimónias judaicas de casamento e fez a benção do casal com os pais dos dois lados embaixo de uma hupá improvisada, no pátio da casa. Tudo muito lindo, cantando e abençoando o casal.

O primeiro discurso foi da mãe do Marcelo a Neli, que muito emocionada falou da importância da continuidade da vida e da perenidade das tradições de geração em geração e da emoção deste momento.

Em seguida, muito emocionado falou o André, pai do Marcelo. André iniciou dizendo que o casal Ju e Ma, passou a ser conhecido também como Bed and Breakfast, e contou da resistência do Marcelo em querer fazer o Bar Mitzvá, nisso coincidindo comigo, que também me neguei a ter aulas com os rabinos barbudos.

Mais tarde o pai do Marcelo relata que numa trilha em Barra do Una teve ajuda do Marcelo para transpor obstáculos no caminho e isto demonstrou a maturidade do Marcelo. Perto do fim do discurso e antes de desejar felicidades e brindar ao casal mencionou a frase preferida da Neli L’Dor V’dor prezando a continuidade das tradições nas futuras gerações.

Depois, foi a vez do Daniel falar. Ele contou a história de Jacó e da Sara, que será detalhada um pouco mais adiante.

Daniel iniciou dizendo que o Marcelo e a Julia passam todo o tempo juntos desde que se conheceram, e que os dois compartilham gostos de viagem e animais. Daniel disse que estava muito emocionado vendo a filha encontrar um caminho para sua felicidade. Falou da química do casal e de como se conquistaram mutuamente e sem citar argumentos ou motivos para isso. Falou sobre como o Marcelo logo conquistou a Deby, o Gabi e ele e que o casal alternava dormir nas duas casas dos pais de um e do outro.

Então lembrou de uma história que recebeu sobre Jacó e Sara, quando Jacó pergunta qual o motivo para você me amar e Sara responde eu não tenho motivo para te amar e Jacó responde não tem motivo para me amar? Eu gostaria que tivesse.

Não tenho motivo para te amar porque seria a razão para te amar e não você. Eu não tenho nenhuma razão para te amar porque se eu tivesse alguma razão para te amar e essa razão não fosse mais relevante com o tempo o que aconteceria com meu amor? Eu te amo sem ter nenhuma razão para isso.

E eu te amo mesmo quando você me dá razões para eu não te amar.

Lendo isto Daniel lembrou da Ju e do Marcelo que sem motivo e naturalmente são um casal muito feliz.

Para concluir o Daniel mencionou a ausência de dois entes queridos que nos deixaram recentemente: o pai do André, avô do Marcelo e a minha querida esposa Eva, mãe do Daniel e avó da Julia.

Depois dos discursos foi servido um ótimo almoço estilo buffet americano onde cada um se servia e se acomodava para comer, com uma taboa no colo. O almoço foi ótimo e todos ficaram elogiando e satisfeitos. O civil foi sendo terminado lá pelas 4 horas da tarde.

No período entre o noivado e a data do casamento, Julia e Marcelo tiveram duas despedidas de solteiro cada um, com seus respectivos amigos.

Chegou pouco tempo depois a data do casamento no dia 8 de agosto de 2026 num hotel muito apropriado para o evento e numa praia no litoral norte de São Paulo, na praia do Juquehy.

Nos dias 5,6 e 7 de agosto os convidados foram chegando aos hotéis e a família foi hospedada pelo Daniel no hotel onde seria realizado o casamento.

Viajei para a praia no dia 7 para passar o final de semana e assistir ao pré-wedding, onde tinha sido convidado pelos dois a Julia e o Marcelo para falar nessa ocasião sendo a pessoa mais idosa da família, o que me deixou muito lisonjeado.

A seguir meu discurso:

Boa noite a todos e parabéns às duas famílias aqui reunidas, que hoje passam a ser uma única família maior. Grato pela vinda de meus sobrinhos da Argentina para participar e grato pela presença de todos aqui reunidos para este pré-wedding.

Antes de começar quero fazer uma confissão: Quando tomei conhecimento que Julia e o Marcelo estavam namorando, eu pensei que provavelmente não daria certo e hoje estamos todos aqui celebrando o que eles decidiram oficializar, aquilo que o coração já havia decidido há muito tempo.

Falando sério: É uma emoção muito grande estar aqui como avô da noiva aceitando o convite para falar nesta ocasião. Para aceitar o convite pensei: o que diria a Eva? e dei rápida resposta. Tive o privilégio de vê-la crescer e se transformar na admirável mulher veterinária e cirurgiã. Não existe presente melhor para um avô, do que ver a sua neta feliz. Vocês aprenderam a conviver, a amar a natureza e os animais, a enfrentar diferenças, a celebrar conquistas e a construir uma relação com base no respeito, na amizade e na confiança e isso é um excelente alicerce para um casamento.

Minha querida neta, você sempre encheu de orgulho nossa família por sua alegria, seus sorrisos, seu caráter e sua determinação. Hoje fico muito feliz ao vê-la iniciar uma nova etapa de vida como minha primeira neta a casar. E a você, meu querido neto pelo casamento, Economista e Administrador, com dois diplomas e atuando na área financeira, seja muito bem-vindo a nossa família; obrigado por fazer a minha neta feliz!

A partir de hoje você não ganha somente uma esposa, ganha também uma família que torce pelo seu sucesso e pela felicidade de vocês. Como um avô, com alguns anos de experiência permitam que eu dê um pequeno conselho: O segredo de um casamento feliz não é encontrar alguém perfeito, mas continuar escolhendo um ao outro, mesmo quando descobrirem que ninguém é perfeito.

Cultivem o diálogo e o bom humor, o respeito e a capacidade de pedir desculpas.

Que a nova casa de vocês seja sempre o lugar de carinho, companheirismo, boas conversas, portas abertas para os amigos e muitos momentos inesquecíveis;

Em nome de toda a família, desejo uma vida longa, repleta de amor, saúde e realizações, e muitas alegrias.

Agora convido a todos a levantarem seus copos para brindar aos noivos, à felicidade de vocês hoje e sempre. SAÙDE

PARTE DOIS

Quando terminei de falar no pré-wedding chamei ao meu lado a Julia e o Marcelo e vendo a harmonia e o desejo de sempre estarem juntos lhes entreguei a placa que tinha colocado no meu quarto, quando me casei, que dizia:

‘I AM ONLY HAPPY WHEN WE ARE TOGETHER OR WHEN I AM WITH YOU, que servira como recordo de nosso casamento feliz também sem motivo para tanto;

A primeira parte se concentrou nos preliminares, o pedido do noivo, a declaração à noiva, a festa de noivado na casa do Daniel e da Deby, e os preparativos para o casamento civil, na casa da Nely e André e no pre-wedding.

Agora vamos nos concentrar no próprio casamento, com a cerimônia religiosa nesse hotel frente à praia e com preparação para ser feito com todos os convidados sentados na praia, em cadeiras na areia.

Meses antes começaram, os preparativos sendo um dos aspectos as roupas que seriam usadas para o dia.

Nada muito diferente para os homens, mas as mulheres estavam combinando estilos de roupas adequadas e cores de vestidos que fossem aceitas e combinassem.

A semana que antecedeu ao casamento foi chuvosa, tempo fechado e frio em São Paulo e no caminho até o hotel foi de três horas e meia, com o tempo bastante fechado, nuvens cobrindo os céus e ameaça de chuva e garoa;

Chegando no hotel no dia 07, nos acomodamos e logo mais tarde nos dirigimos para conhecer o lugar onde seria o pré-wedding, frente à praia.

Lá tinha muita gente e logo começou a música e o serviço de pizza vegana.

Tudo muito bem-organizado, me orientaram para me dirigir ao centro do local para fazer minha saudação aos noivos., e houve dois outros amigos do Marcelo e da Julia que também falaram, depois foi festejado com música e danças com todos os presentes e isto se prolongou até altas horas da noite com muita alegria.

No dia 8, nos preparamos tomando um bom café da manhã, que se prolongou até perto do meio-dia, sendo o horário combinado para o casamento as 14:30hs. Durante o café tivemos oportunidade para conversar com os convidados, em especial com meus sobrinhos argentinos, sobre política lá e cá concluindo que os partidos tanto de esquerda como de direita, da forma que atuam, prestam um desserviço aos povos da Argentina e do Brasil.

Um parêntese para mencionar nossa vida familiar: A minha querida esposa Eva e eu sempre pregamos a união da família em torno de aniversários, festas judaicas e nas viagens que fizemos sempre com filhas e filhos tanto para Punta del Este, como para o Hotel Llao Llao em Bariloche e para Campos de Jordão no nosso condomínio com 77 unidades.

No condomínio cada filho recebeu uma unidade, o Daniel construiu uma casa que mais tarde vendeu e eu aumentei o tamanho da casa no topo do condomínio, onde sempre convivíamos com filhos e netos mantendo a unidade da família e a confraternização entre irmãos e primos ou sobrinhos. A Julia, assim como todos os primos tiveram oportunidade de criar e manter este relacionamento que acredito ajudou na formação das personalidades e do espírito da família. Além das viagens, sempre era servido almoço no fim de semana em nossa casa, ou íamos todos almoçar em restaurantes nas imediações.

Em Campos do Jordão Daniel colocou uma estátua da branca de neve no jardim onde a Julia adorava brincar; e em Punta del Este tivemos um apartamento aonde íamos com parte da família, durante a temporada e até durante o ano. Assim nesses três lugares criamos o espírito harmonioso de nossa família.

Voltando ao dia 8, manhã foi tranquila com um café prolongado muito bem servido, uma comida ligeira para quem desejasse porque o almoço somente seria servido após o casamento.

Pontualmente, o pessoal convidado foi chegando na areia, vimos que todos os convidados com suas roupas elegantes já estavam bem acomodados em cadeiras e o lugar da Hupá para a cerimônia religiosa estava pronto. A avó do Marcelo e eu avô da Julia fomos acomodados em cadeiras embaixo da Hupá,

A cerimônia naquele ambiente à beira do mar, na areia e com tempo que nos favoreceu, ensolarado e em lugar muito bem escolhido com sombra naquele horário, foi muito emotivo. Iniciada a música de tarde aos poucos foram entrando o Marcelo com a Neli e tomando seu lugar, a Debora com o André, o Felipe, que vive em Israel, o Gabi e a Rebecca, as quatro crianças vestidas iguais, o Chazan Claudio Goldman cantando uma linda música escolhida pelo casal, e por fim Daniel com a Julia maravilhosa em seu vestido de noiva, sendo que a cerimônia se iniciou com todos embaixo da Hupá.

Com todos acomodados, o tio da Ariela, namorada do Rafael, meu neto filho do Dov e Sofia minha filha, conduziu a leitura dos trechos sagrados e leu uma saudação ao casal, celebrando oficialmente o casamento com a troca de alianças, mas não antes dos votos do Marcelo e da Ju, que declararam amor um ao outro.

Nesse interim houve também a tradicional volta da noiva sete vezes ao redor do noivo e a quebra do copo pelo noivo. Em seguida todos se cumprimentaram.

Toda a cerimônia transcorreu com muita emoção e muitas pessoas lacrimejaram emocionadas tanto da família intima embaixo da Hupá, como dos que estavam assistindo nas cadeiras, inclusive eu.

Os noivos foram os primeiros a deixar a Hupá indo ao encontro de seus amigos na areia com grande alegria e uma salva de palmas, formando-se um corredor de pessoas e os recém-casados passando no meio.

Inicialmente houve um coquetel, com entradinhas deliciosas e bebidas de todos os tipos servidos pelo bar man.

Em seguida fomos para o salão onde estava posicionada a banda e após a troca de camisetas pelos familiares e amigos, com temas nas costas do tipo, pai da noiva, tio da noiva, amigo do noivo etc., deu-se o início da festa, com danças judaicas e de várias outras origens. Houve muita dança até que o jantar foi servido.

O jantar teve várias opções sofisticadas e servido em forma de buffet.

Vale ressaltar o bom gosto da Julia e do Marcelo na escolha da decoração das mesas, da decoração da Hupá, das cores das flores, dos pratos que foram servidos no buffet, da escolha das músicas tocadas pela banda, da introdução de um sax no momento certo, da escolha do Hazan que cantou brilhantemente trazendo muita emoção, do cerimonialista, do espaço para dança e finalmente dos doces que estavam maravilhosos.

A festa seguiu até as 4 horas da manhã, pelo que soube no dia seguinte, pois fui dormir depois do jantar, ainda muito emocionado.

No dia 9, domingo de manhã, tomamos todos juntos café da manhã servido pelo hotel e como era Dia dos Pais, aproveitamos para comemorar, uma vez que estava com todos meus filhos, netos e sobrinhos.

Aos poucos os convidados foram deixando o hotel, com destino a suas respectivas casas em São Paulo, ou em outras cidades ou países de onde vieram. Alguns vieram do Canada, Estados Unidos, Bahamas, Israel, Argentina e México.

Ver a minha primeira neta dar esse passo é a prova de que o amor que a Eva e eu plantamos no passado hoje se transformou no futuro mais bonito que eu poderia sonhar. Sejam muito felizes!

Luis Gaj e Daniel Gaj.

Agradeço ao Daniel por suas contribuições na parte 2.

Outubro 2026.

6 colaborações de leitores

Contribuições recebidas

Textos enviados ao autor pelos leitores. As opiniões são de quem assina.

  1. Geraldo Sochaczeski

    Parabéns muitas felicidades muitos anos de vida alegrias por você viver esses momentos maravilhosos e felizes com sua família amigos que amamos muito beijos especialmente para você de Gerardo e Estermolke Sochaczeski alegrias por viver bem.

  2. ⁠Zeila

    Boa tarde! Mazal tov pelo lindo casamento e relato desta querida experiência. Abraço

  3. Claudette

    Parabéns Luis pelo relato deste lindíssimo casamento com muitas emoções e alegrias.
    Você colocou com muita clareza a importância dos valores da Harmonia, do respeito mútuo, da conciliação e da adaptação aos novos conceitos que a sociedade atual cria no decorrer dos anos
    Parabéns a você!!
    Muitas felicidades aos recém casados com muita Luz, Amor e Harmonia!

  4. Riva Somerfeld

    Mazal Tov Luis querido, aos noiva e noivo e a todos wilie lhes são caros. Fiquei muito emocionada com seu relato e discurso e fico cada vez mais admirada por sua capacidade de transmitir em palavras, situações, emoções e momentos tão significativos!!! Acompamha um forte e afetuoso abraço!!!

  5. ⁠Julia Gaj

    Oi Vovô, tudo bem?
    Me desculpa a demora, queria ler o texto com calma!
    Eu amei!!! O texto é lindo e foi muito gostoso relembrar tudo e saber tudo pelos seus olhos!
    Muito Obrigada por escrever, vou guardar pra sempre! ❤️❤️

  6. Alex

    Olá, Daniel, espero que esteja tudo bem.
    A Lucila gentilmente compartilhou a história do seu pai. Li com muita emoção e senti que precisava responder.
    Fiquei profundamente tocado pela honestidade com que o Sr. Luiz descreve sua "metanoia", pela sabedoria de abraçar os novos tempos sem fazer julgamentos e, acima de tudo, pelo amor que ele nutre pela sua mãe e pela família que construíram juntos, em Campos do Jordão, em Punta del Este e ao longo de tantos almoços de fim de semana. Esse amor está presente em cada linha e me lembrou da minha própria família reunida em férias e dos nossos almoços de domingo.
    Seu pai nos transportou a mim, Lucila e à Rebecca de volta àquele dia lindo em Juquehy. A cerimônia na areia, sob “chuppah”, a emoção de todos e a alegria da celebração. Foi um privilégio estar lá.
    O conselho que seu pai deu, de continuarem escolhendo um ao outro, mesmo após perceberem que ninguém é perfeito é algo que vale para todos nós. Por favor, transmita meus votos de felicidades ao seu pai e agradeça a ele por compartilhar a história dele e a de vocês.
    Leve para o senhor meu abraço afetuoso e a minha admiração.

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